segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Por aí...

Eu ando tão cansada fisicamente e psicologicamente, que se eu dormir 3 dias seguidos não será suficiente. Pra combinar com a correria de todo final de ano, tenho mais de mil coisas pra resolver e fazer no serviço até o final de 2010. Acho ótimo, para falar a verdade, pois assim ocupo minha cabeça da melhor maneira possível durante a semana, afinal de todos os males, que pelo menos eu tenha uma graninha no final do mês.rs.
Junto com tudo isso, meu aniversário está chegando, e sem querer ser pessimista, mas tá parecendo que as coisas não vão sair do jeito que eu estava planejando. Todos que me conhecem sabem do meu amor pelo Rock N´Roll, mas esse ano resolvi que queria comemorar numa balada com flashback. Pois é, como algumas pessoas dizem por aí, querer não é poder! Com essas confraternizações que acontecem e mais um milhão de coisas que as pessoas costumam fazer no final do ano, não deu outra, quase ninguém poderá ir, e não conseguirei nem fazer lista pra não pagar, ao menos nesse dia!
Juro que estou tentando não desanimar, mas está difícil, afinal eu só queria curtir um pouquinho com as pessoas que realmente fazem a diferença na minha vida e me trazem felicidade.Ao menos antes do Natal terei me livrado do meu aparelho, e me sentir mais livre pra direcionar meus finais de semana, afinal dirigir mais de 500 Km por semana está me desgastando muito.
Dentre todos esses acontecimentos, resolvi que quero voltar a ter o cabelo mais loiro, percebi que ler realmente vai ser crucial pra mim, pois dessa meneira não fico entrando tanto em MSN ou outras coisinhas que a internet nos proporciona, e que não está acrescentando em nada, só subtraindo, percebi também que sou mais corintiana do que eu imaginava ( sim, isso foi possível), que estar em um domingo a tarde com a sua família em um churrasco, rindo e fazendo o que eu quiser sem ninguém me censurar não tem preço e que as amizades que eu tenho, são sem dúvida, um grande presente em minha vida, possivelmente a luz que está me direcionando para o melhor dos caminhos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ressurgir..recomeçar

A madrugada tem se tornado uma amiga constante nessas últimas semanas da minha vida, e é sempre nessa hora do dia que consigo refletir melhor sobre tudo o que anda acontecendo em minha vida.
Logicamente que nunca esperamos passar por coisas difìceis, e ninguém as quer por perto, pois elas sempre vêem acompanhadas do tão conhecido período de luto: o primeiro aniversário longe, o primeiro Natal, o primeiro ano novo, e prefiro nem comentar sobre o primeiro dia dos namorados ( está longe, então vamos deixar subentendida esta parte). E esse processo de luto pelo qual passamos é bem conturbado, seguido de momentos as quais sentimos que estamos no caminho certo e um minuto depois sentimos a maior solidão e saudades que há no mundo. Eu gostaria muito de postar aqui que é fácil, e que em um mês tudo se acerta, mas infelizmente não é, e para sairmos dele temos que de qualquer maneira resgatar nossa auto-estima, pois ela sim, é responsável pelas mudanças siginificativas que farão com que as coisas vão se encaixando no decorrer dos dias.
Toda perda, por menor ou maior que seja, vai surtir um efeito em nossas vidas, cabe a nós direcioná-lo para o lado bom disso tudo. Sofrer enobrece a alma, e com certeza absoluta faz com que acabamos nos redescobrindo. Sem dúvida que é um momento de muita reflexão, nos quais temos que aproveitar para amadurecer, e aprendermos a não cometermos certos erros, a não cair na mesma cilada.
A parte difícil é fechar uma porta da sua vida que por um tempo esteve aberta, aprender a resolver seus problemas sem aquele ombro amigo 24 horar presente na nossa vida, pois apesar de todos nós termos amigos e família, mesmo quando esses relacionamento são extremamente sadios, não nos sentimos a vontade para ligar 10 vezes por dia para contar a coisa mais boba que lhe aconteceu, pois para eles, as vezes, nem vai ter tanta graça, mas quando estamos num relacionamento, o menor detalhe mais imbecil parece ter a maior graça de um mês todo. Mas a parte boa disso tudo, é que com o tempo aprendemos a dar risada sozinhos mesmo, e nos acostumamos a não compartilhar tanto de nossas vidas com alguém.
O importante de tudo isso, que pode acontecer conosco a qualquer momento da vida, é nos tornarmos uma pessoa mais madura, mais consciente, e as vezes, até nos esquecemos de quem fomos um dia. E quer saber, a partir de hoje eu to dentro disso, vou reviver, me reconquistar, aos poucos, no meu ritmo, mas eu vou conseguir, assim como já  fiz e perder a esperança não combina e nunca combinará comigo.

Entre lambidas e miados..

Já faz algum tempo que me interesso por assuntos que giram em torno da ajuda animal, mesmo antes de me tornar uma médica veterinária, mas ultimamente esse assunto tem me feito um pouco mal. Não sei se é pelo fato de que mesmo sendo médica veterinária não possuo capacidade alguma para clinicar, pois sim, não é pelo fato de eu ter me formado na área que eu sou exímia clínica e cirurgiã, pois ao contrário do que muitos pensam, a medicina veterinária possui tantas áreas dentro de si que nem sempre nossa formação será voltada para lidar com animais, e isso de certa forma limita minha maneira de ajudar esses animais indefesos.
Já pensei em doar um saco de ração por mês, ou alguma quantia, mas isso não parece ser suficiente. Tenho receio de me envolver demais nesse assunto e depois não ter como sair deste, ou mesmo acabar trazendo toda dificuldade ou desgraça que esses animais passam antes de chegarem ao abrigo, e me tornar ainda mais uma pessoa frustrada e triste.
Certa época da minha vida, no primeiro ano de cursinho pré-vestibular, quando eu não fazia nada além de estudar, pois podem acreditar, eu mal saía da minha casa se não fosse para ir ao plantão de dúvidas a tarde, eu acabei por me envolver demais com os cães que abandonavam perto da minha casa e não deu em outra coisa: duas foram parar na minha casa: querida Pituca e saudosa Molly, que infelizmente está entre os anjos agora. O maior dos problemas nem foi isso, e sim o fato de eu ter me envolvido tanto, que eu saía na chuva atrás de um, montava casinha de papelão pra outro, gastava minha mesada com remédio pra sarna, ficava desesperada para arrumar um lar pra eles, e quando arrumava e não dava certo, eu ficava extremamente triste e frustrada, por simplesmente não conseguir dar uma boa vida àqueles indefesos animais. Com certeza me envolver com esta causa hoje iria sim, ocupar minha cabeça, mas até que ponto isso iria trazer coisas boas à minha vida? Sinto que essa não é a hora de ocupar minhas horas vagas com uma certa dose de insensibilidade do ser humano frente a esses seres tão indefesos. Seria mais provável que eu saísse do abrigo com vontade de metralhar metade da população..hehe.
A verdade é que tudo que contribuir para ocupar minha cabeça no momento eu estou aceitando, menos ficar saindo em balada, pois esse mundo de badalação, bebidas e azaração realmente me deprimem no dia seguinte, então no momento, uma simples ida ao Mc Donald´s, com companhia, logicamente, já me desvia um pouco do círculo vicioso em que ando vivendo, pois sozinha, não sou capaz nem de fazer comida. Pois é, a coisa tá feia!!!rs.
Hoje eu tomei uma atitude, a qual tenho plena certeza irá me ajudar e muito, porém, ao menos por enquanto, vou deixar em suspenso para depois de ter certeza contar aqui!
A ajuda aos animais, por enquanto, ficará apenas na parte monetária, o que não diminui em nada o respeito, carinho e amor que sinto por estes pequenos seres, mas quando tudo voltar ao seu lugar e minha cabeça estiver 100% , ao menos um final de semana ao mês irei colocar em prática o pouco que ainda lembro de clinica. A primeira lambida em agradecimento, será sem dúvida alguma, uma recompensa única frente a tantas palavras duras que a vida anda carregando e deixando na minha porta.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Protagonista ou coadjuvante?

A vida é uma grande pregadora de peças, e por mais que tenhamos passado por coisas inimagináveis em nossas vidas, nunca estamos totalmente preparados para mais uma dessas brincadeirinhas irônicas.
O pior de tudo isso, quando já passamos por mals bocados, é ter uma idéia do que nos espera. Isso me dá muito medo!! E talvez seja por esse medo que o sono desaparece sem ter hora para voltar, assim como a fome ou a vontade de continuar simplesmente. Sei que não é certo pensarmos o que estamos fazendo aqui ou mesmo questionar tudo que nos é colocado a frente, mas está difícil no momento encarar tudo isso como mais um obstáculo a ser superado, para depois ficar mais fortalecida, mais convicta, ou quem sabe até uma pessoa melhor. As vezes penso que eu devo ter sido muito ruim na minha vida passada, se é que ela existiu.
No momento eu não queria ter que passar por mais nada para me tornar uma pessoa melhor, eu apenas queria ter paz, uma vida normal, com problemas as vezes, mas coisas cotidianas, e não algo que nos tire de nosso rumo, e nos faça dar um giro de 360° em torno de nós mesmos.
Pode parecer pessimismo da minha parte, mas toda vez que eu acho que as coisas vão se acertar e eu vou conseguir acordar todos os dias com um bom motivo para encarar o trânsito de São Paulo ou as cobranças no trabalho, de uma maneira mais amena por saber que está tudo bem, e eu não tenho motivo maior para me aborrecer, passa uma ventania por mim, e da mesma maneira que me trouxe rosas, as leva embora deixando apenas os espinhos ferindo minhas mãos. E não me refiro às rosas como sendo uma pessoa ou algo do tipo, pois nem quando se consegue conquistar a paz interior, e que trabalho isso nos dá, nós conseguimos mantê-la por tempo suficiente, pois ou nos aparece algo na vida que enganosamente parece acrescentar mais paz ao nosso dia-a-dia, a primeira vista, ou simplesmente nós mesmos esquecemos o quanto a conquista dessa paz demorou e a deixamos partir da mesma maneira que uma tempestade de verão vem e se vai. Mas assim como essa tempestade, nem sempre as consequências são as melhores, muitas vezes essas demoram anos para terem fim ou ao menos ficarem guardadas no fundo do baú.
No momento da dor, da perda, ou da perda de nós mesmos por algum motivo, o mais difícil é manter a calma e seguir novamente aquele receita, passo a passo, dia após dia, pacientemente para nos encontrarmos e seguirmos em frente sem termos que olhar para trás ou nos arrependermos de algo. Inevitavelmente me vem à mente a pergunta que não se cala: até quando?